O Bacalhau

Nutritivo, saboroso, de fácil digestão, rico em minerais e vitaminas, e com colesterol quase zero, o Bacalhau tem uma história milenar. No século IX, registros indicam a existência de fábricas para processamento do Bacalhau na Islândia e na Noruega. Outros registros, no ano 1.000, confirmam o comércio do Bacalhau curado, salgado e seco pelo povo basco – que habitava uma área que compreende hoje o Norte da Espanha e o Sudoeste da França.

O peixe Gadus Morhua, internacionalmente conhecido como Cód e considerado o legítimo Bacalhau, foi descoberto pelos vikings nos mares noruegueses. Além dele, outros quatro peixes podem ser transformados em Bacalhau: o Saithe, o Ling e o Zarbo – também salgados e secos – e o Gadus Macrocephalus, o Bacalhau do Pacífico ou do Alaska.

 

Tradição na Páscoa e no Natal

Em uma época em que os alimentos estragavam devido à precária conservação, o Bacalhau foi uma revolução na alimentação, graças ao método de salgá-lo e secá-lo, que garantia todos os nutrientes e apurava o paladar.

Na Idade Média, a Igreja Católica apresentava um rigoroso calendário de jejum, excluindo as carnes “quentes” da dieta alimentar. Considerado carne “fria”, o Bacalhau ganhou preferência e forte identificação com a religiosidade e a cultura do povo português. O calendário foi desfeito aos poucos, mas a tradição vigorou nos países de língua portuguesa, principalmente nas festas cristãs como o Natal e a Páscoa, quando são comemorados o nascimento e a ressurreição de Cristo.

 

No Brasil

O hábito de comer Bacalhau veio para o Brasil com os portugueses, na época do descobrimento. Mas foi com a vinda da corte portuguesa, no século XIX, que o hábito foi mais difundido. Nessa época, em 1843, foi realizada a primeira exportação oficial de Bacalhau da Noruega para o país.

 

 

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